Saiu na Super Interessante: Os jumentos estão sob ameaça de extinção. Entenda o tamanho do problema

Um controverso remédio chinês que usa pele de jumento como matéria-prima ameaça a espécie e pode virar um problema
Quando Dom Pedro I deu o brado retumbante, ele estava montado em um jumento. Quase dois milênios antes, Jesus Cristo também teria montado em um para entrar em Jerusalém pela primeira vez. Napoleão, expedicionários da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais e até o fictício Sancho Pança dependiam do animal.
Os bichos que chamamos de jumento (e de jegue ou de asno) são o Equus africanus asinus, uma subespécie de Equus africanus domesticada há 7 mil anos (1). São primos distantes da zebra e dos cavalos – até 2 milhões de anos atrás, todos compartilhavam um mesmo ancestral (2).
Os jumentos viraram pets antes mesmo dos cavalos, cuja domesticação ocorreu há pouco menos de 5 mil anos (3). E fazia todo sentido: embora menores, os jumentos são mais resistentes.
Do lado de cá do Atlântico, eles vieram com os europeus durante a colonização. Logo se tornaram o principal meio de transporte dos tropeiros, carregando mercadorias entre o litoral e as missões de expansão para o interior do País.
Os jumentos daqui deram origem a três raças: brasileiro, pêga e nordestino. Cortesia de séculos de cruzamentos para atender às necessidades de trabalho e ao clima de diferentes regiões. Para a agricultura, diga-se, melhor ainda é o híbrido de um jumento com uma égua: o burro (ou a mula).
Continue lendo em: https://super.abril.com.br/sociedade/os-jumentos-estao-sob-ameaca-de-extincao-entenda-o-tamanho-do-problema/